Mais nove das 21 metralhadoras furtadas por militares de quartel do Exército em Barueri são encontradas pela polícia na lama no interior de SP

17 de 21 foram encontradas.
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Nove das 21 metralhadoras furtadas por militares em setembro de um quartel do Exército em Barueri, na Grande São Paulo, foram localizadas na madrugada deste sábado, 21. A descoberta foi resultado de uma operação da Polícia Civil, que encontrou as armas escondidas em um lamaçal em uma área de mata em São Roque, no interior paulista. Esta recuperação se soma às oito metralhadoras já localizadas na última quinta-feira, 19, no Rio de Janeiro.

O furto das 13 metralhadoras calibre .50 e das oito metralhadoras calibre 7,62 do Arsenal de Guerra São Paulo (AGSP) ocorreu em setembro, mas só foi percebido pelo Exército em 10 de outubro. Desde então, as autoridades passaram a investigar internamente o desaparecimento dessas armas.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo informações do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, as investigações apontam que as armas seriam entregues a criminosos entre os dias 20 e 21 de outubro, em São Roque (SP). No entanto, a operação resultou em uma troca de tiros, e ninguém foi preso.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Das 21 metralhadoras furtadas, agora 17 foram recuperadas, restando ainda quatro desaparecidas. As metralhadoras calibre .50 são conhecidas por seu poder de fogo e alcance, capazes até de derrubar aeronaves.

O Comando Militar do Sudeste confirmou que a localização das armas foi possível graças a uma ação integrada entre o Exército Brasileiro e a Polícia Civil do Estado de São Paulo. As investigações continuam em busca das quatro metralhadoras restantes.

Após a recuperação, as armas serão submetidas à perícia da polícia e retornarão ao Exército. O Exército está investigando se ao menos três militares do quartel em Barueri participaram do furto das armas a pedido de facções criminosas, e se o crime ocorreu a partir do feriado de 7 de setembro e continuou nos dias seguintes. Cerca de 160 militares estavam impedidos de deixar o quartel desde o desaparecimento das armas, e mais de 50 já foram ouvidos no Inquérito Policial Militar. O diretor do Arsenal de Guerra, tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, foi exonerado, e seu substituto, coronel Mário Victor Vargas Júnior, assumiu o cargo.

Tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista foi substituído pelo coronel Mário Victor Vargas Júnior para dirigir o Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri, na região metropolitana — Foto: Reprodução/Exército brasileiro

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