Mais vítimas caem no golpe da falsa central de atendimento da Alares em Ourinhos

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Mais duas moradoras de Ourinhos procuraram a Polícia Civil após relatarem prejuízos financeiros provocados por criminosos que se passaram por funcionários da operadora de internet Alares. Nos dois casos, as vítimas buscavam atendimento da empresa pela internet e acabaram entrando em contato com falsos canais de suporte. Relembre caso parecido. 

Uma das ocorrências foi registrada nesta terça-feira, 6, por uma mulher de 57 anos, moradora do Jardim Matilde. Segundo o boletim de ocorrência, após apresentar problemas na conexão de internet, o genro da vítima pesquisou na internet por um telefone de atendimento da Alares e encontrou um número ((11) 99511-5577) que supostamente pertenceria à empresa.

O contato inicialmente aparentava ser um atendimento convencional. Posteriormente, o suposto atendente passou a conversar diretamente com a titular do contrato, inclusive por videochamada, e teria orientado a mulher a acessar o aplicativo bancário e realizar reconhecimento facial, sob a justificativa de validar códigos e atualizar procedimentos de segurança.

Após a ligação, a vítima recebeu uma notificação de PIX e percebeu que não conseguia mais acessar normalmente sua conta bancária. Com ajuda de familiares, constatou cinco transferências que não reconhecia, nos valores de R$ 950, R$ 350, R$ 400, R$ 650 e R$ 667, totalizando R$ 3.017.

Vítima também descobriu empréstimos
Mais tarde, ao verificar outros aplicativos instalados no celular, a mulher descobriu movimentações suspeitas também em sua conta no Bradesco. Conforme relatado à polícia, teriam sido contratados um empréstimo superior a R$ 5 mil e outro acima de R$ 700, além de novas transferências via PIX.

Os valores exatos dessas movimentações ainda não haviam sido apurados no momento do registro, porque o acesso ao aplicativo e a senha foram bloqueados como medida de segurança. A vítima informou que procuraria a agência bancária para obter os extratos e verificar o prejuízo total, que pode ser significativamente superior aos R$ 3.017 inicialmente identificados.

Professora teve celular controlado remotamente
Outro caso foi registrado no sábado (3) por uma professora de 40 anos, moradora do Jardim Ouro Verde. A fraude teria ocorrido na sexta-feira (2), quando ela pesquisou na internet um canal para cancelar seu plano de internet da Alares.

Segundo seu relato à polícia, a mulher passou a conversar pelo WhatsApp com uma pessoa que se apresentou como funcionária da empresa. Por volta das 18h30, recebeu uma ligação pelo aplicativo e foi orientada a realizar supostos procedimentos necessários para o cancelamento.

Durante o atendimento, a professora seguiu as instruções e instalou um aplicativo indicado pela falsa atendente. Posteriormente, percebeu que terceiros passaram a ter acesso e controle remoto de seu celular, chegando a impedir determinadas funções do aparelho.

Com o acesso ao telefone, os criminosos teriam conseguido entrar nos aplicativos bancários. A vítima descobriu a contratação de um empréstimo de aproximadamente R$ 17 mil, além de pagamentos e transferências via PIX que afirma não ter realizado ou autorizado.

Os casos foram registrados na Polícia Civil e deverão ser investigados.
As ocorrências servem de alerta para que consumidores tenham cuidado ao procurar telefones de empresas em mecanismos de busca. A recomendação é utilizar exclusivamente os canais oficiais informados no site, aplicativo ou fatura da prestadora e desconfiar de atendentes que solicitem instalação de aplicativos, acesso a contas bancárias, reconhecimento facial ou compartilhamento da tela do celular.
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