O novo secretário municipal de Saúde de Ourinhos, Donay Neto, concedeu entrevista exclusiva ao Passando a Régua na tarde desta sexta-feira, 22, e detalhou os principais desafios que enfrenta ao reassumir o comando da pasta. Entre os assuntos abordados, o destaque ficou para a situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), que passa novamente por um processo de reestruturação em meio a questionamentos judiciais envolvendo a atual gestora, a Associação Beneficente de Desenvolvimento Social e Cultural (ABDESC).
Donay retornou ao cargo a convite do prefeito Guilherme Gonçalves e afirmou que a prioridade da administração será reorganizar financeiramente a saúde municipal sem comprometer os atendimentos à população.
A entrevista ocorre em um momento delicado da saúde pública de Ourinhos. O Ministério Público investiga aditamentos realizados no Termo de Colaboração nº 39/2024, firmado entre a Prefeitura e a ABDESC, responsável atualmente pela gestão da UPA 24h e do PA Cohab. Segundo a petição inicial, mesmo após a suspensão cautelar do Chamamento Público nº 09/2025 pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), teriam ocorrido sucessivos aditamentos contratuais ampliando gradativamente os serviços prestados pela entidade.
O Ministério Público questiona uma possível utilização indevida desses aditamentos como alternativa ao processo competitivo suspenso pelo TCE e pede medidas cautelares, como a suspensão de novos aditivos, proibição de novas contratações vinculadas ao contrato atual, apresentação de cronograma para um novo chamamento público e prestação mensal de contas da utilização dos recursos públicos.
Durante a entrevista, Donay Neto confirmou que a Prefeitura já iniciou um amplo processo de reorganização administrativa e financeira da saúde municipal, especialmente na UPA.
“O país vive um momento muito difícil do ponto de vista econômico. O financiamento do SUS está extremamente delicado e os municípios acabam tendo que colocar muito recurso próprio para manter os serviços funcionando”, explicou.
Segundo ele, a UPA custa atualmente cerca de R$ 3 milhões mensais ao município, enquanto o repasse do SUS gira em torno de apenas R$ 400 mil por mês. A diferença, superior a R$ 2,5 milhões, é bancada diretamente pela Prefeitura de Ourinhos.
O secretário afirmou que uma das determinações do prefeito Guilherme Gonçalves é reduzir custos sem interromper serviços essenciais.
Donay retornou ao cargo a convite do prefeito Guilherme Gonçalves e afirmou que a prioridade da administração será reorganizar financeiramente a saúde municipal sem comprometer os atendimentos à população.
A entrevista ocorre em um momento delicado da saúde pública de Ourinhos. O Ministério Público investiga aditamentos realizados no Termo de Colaboração nº 39/2024, firmado entre a Prefeitura e a ABDESC, responsável atualmente pela gestão da UPA 24h e do PA Cohab. Segundo a petição inicial, mesmo após a suspensão cautelar do Chamamento Público nº 09/2025 pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), teriam ocorrido sucessivos aditamentos contratuais ampliando gradativamente os serviços prestados pela entidade.
O Ministério Público questiona uma possível utilização indevida desses aditamentos como alternativa ao processo competitivo suspenso pelo TCE e pede medidas cautelares, como a suspensão de novos aditivos, proibição de novas contratações vinculadas ao contrato atual, apresentação de cronograma para um novo chamamento público e prestação mensal de contas da utilização dos recursos públicos.
Durante a entrevista, Donay Neto confirmou que a Prefeitura já iniciou um amplo processo de reorganização administrativa e financeira da saúde municipal, especialmente na UPA.
“O país vive um momento muito difícil do ponto de vista econômico. O financiamento do SUS está extremamente delicado e os municípios acabam tendo que colocar muito recurso próprio para manter os serviços funcionando”, explicou.
Segundo ele, a UPA custa atualmente cerca de R$ 3 milhões mensais ao município, enquanto o repasse do SUS gira em torno de apenas R$ 400 mil por mês. A diferença, superior a R$ 2,5 milhões, é bancada diretamente pela Prefeitura de Ourinhos.
O secretário afirmou que uma das determinações do prefeito Guilherme Gonçalves é reduzir custos sem interromper serviços essenciais.
“Nosso compromisso é enxugar o máximo possível o custeio da saúde, mas sem comprometer o atendimento da população. Nenhum serviço será paralisado”, garantiu.
Donay revelou ainda que a Prefeitura já iniciou conversas diretas com o Ministério Público, especialmente com o promotor Adelino Lorenzetti de Neto, para construir um plano de monitoramento conjunto da saúde municipal. Segundo ele, a ideia é aumentar a transparência e o controle sobre contratos e serviços terceirizados.
“Vamos apresentar um plano de ação para reorganização da UPA e também da atenção básica. Vamos criar um painel de monitoramento junto com o Ministério Público e o Conselho Municipal de Saúde para dar o maior nível de transparência possível”, disse.
Demissões e reestruturação na ABDESC
Um dos pontos mais delicados da entrevista foi a confirmação de que a ABDESC iniciou notificações de funcionários para um processo de reestruturação do quadro de colaboradores.
Segundo Donay, todos os funcionários vinculados à organização social estão sendo colocados “à disposição” para uma análise técnica de desempenho e reorganização das equipes.
“Nosso objetivo é diminuir o custeio. Os colaboradores estão recebendo aviso prévio para que possamos reorganizar o serviço junto com os técnicos da saúde”, explicou.
Apesar disso, ele reforçou diversas vezes que a redução de funcionários não irá afetar o atendimento.
“O prefeito Guilherme foi muito claro: nenhum serviço pode parar. Vamos reordenar o recurso humano sem comprometer a qualidade do atendimento”, afirmou.
A ABDESC atualmente é responsável não apenas pela UPA e pelo PA Cohab, mas também por serviços da rede de atenção psicossocial, CAPS, reabilitação, programa Melhor em Casa e residências terapêuticas.
Novo chamamento público para gestão da UPA
Donay confirmou que a Prefeitura prepara a republicação do chamamento público para contratação de uma nova organização responsável pela gestão da UPA e dos serviços vinculados.
Segundo ele, o edital já está praticamente pronto e deve ser encaminhado à Procuradoria do Município nos próximos dias antes da publicação oficial.
“A expectativa é que, na próxima semana ou em até dez dias, esse chamamento seja publicado novamente”, explicou.
Ele destacou que o processo terá prazo legal de cerca de 30 dias para inscrições e questionamentos, podendo levar entre 60 e 90 dias até a conclusão.
Enquanto isso, a ABDESC continuará administrando os serviços temporariamente.
“O serviço não pode parar. A urgência e emergência não podem ficar nem um dia sem funcionamento”, ressaltou.
Relação com a Santa Casa e possibilidade de retorno à UPA
Questionado sobre a possibilidade da Santa Casa de Ourinhos voltar a administrar a UPA, Donay afirmou ter “simpatia” pelo modelo anteriormente adotado pela instituição e destacou os resultados positivos da época em que o hospital geria o serviço.
Apesar disso, reforçou que o processo será decidido por chamamento público.
“A Santa Casa pode participar, assim como outras empresas. O processo será aberto”, afirmou.
Ele também comentou sobre a atual relação da Secretaria de Saúde com a Santa Casa de Ourinhos, classificando-a como positiva e estratégica para o SUS municipal.
“Quase 90% do que é feito na Santa Casa é SUS. Temos uma relação muito próxima e estamos trabalhando para reduzir o tempo de espera das cirurgias eletivas”, declarou.
O secretário revelou ainda que pretende implantar um painel em tempo real para acompanhamento da fila de cirurgias e da quantidade de procedimentos realizados.
Medicamentos, especialidades e farmácia de alto custo
Outro tema bastante comentado pelos internautas durante a entrevista foi a falta de medicamentos e dificuldades em atendimentos especializados.
Donay reconheceu os problemas e afirmou que a Prefeitura busca uma solução definitiva para o abastecimento da farmácia municipal.
Segundo ele, a administração avalia implantar um modelo semelhante ao utilizado em Botucatu, com terceirização da gestão logística de medicamentos e até entrega domiciliar para pacientes crônicos.
“Queremos criar um sistema mais eficiente de compra, gerenciamento e distribuição de medicamentos”, explicou.
Ele também anunciou que a farmácia de medicamentos de alto custo do Governo do Estado já foi aprovada para funcionamento em Ourinhos.
“O MEDEX já está homologado pelo Estado. Agora estamos apenas ajustando o espaço físico onde será instalado”, afirmou.
Ampliação do atendimento a diabéticos
Durante a entrevista, Donay anunciou ainda a ampliação do programa voltado ao atendimento de pacientes diabéticos.
Segundo ele, o novo chamamento público prevê reforço na equipe multidisciplinar, com endocrinologista, nutricionista, enfermeiros e fornecimento de insumos como glicosímetros e fitas de medição.
“Queremos fortalecer muito esse atendimento aos diabéticos e melhorar o acompanhamento desses pacientes”, disse.
“Estamos aqui para buscar solução”
Ao final da entrevista, Donay Neto afirmou que aceitou retornar à Secretaria de Saúde por entender que pode contribuir para reorganizar o sistema municipal em um momento de dificuldades financeiras e administrativas.
“A gente não está aqui porque é fácil. A gente está aqui porque é necessário. Ou você fica na turma que reclama ou fica na turma que busca solução. Eu prefiro buscar solução”, concluiu o secretário.
“Vamos apresentar um plano de ação para reorganização da UPA e também da atenção básica. Vamos criar um painel de monitoramento junto com o Ministério Público e o Conselho Municipal de Saúde para dar o maior nível de transparência possível”, disse.
Demissões e reestruturação na ABDESC
Um dos pontos mais delicados da entrevista foi a confirmação de que a ABDESC iniciou notificações de funcionários para um processo de reestruturação do quadro de colaboradores.
Segundo Donay, todos os funcionários vinculados à organização social estão sendo colocados “à disposição” para uma análise técnica de desempenho e reorganização das equipes.
“Nosso objetivo é diminuir o custeio. Os colaboradores estão recebendo aviso prévio para que possamos reorganizar o serviço junto com os técnicos da saúde”, explicou.
Apesar disso, ele reforçou diversas vezes que a redução de funcionários não irá afetar o atendimento.
“O prefeito Guilherme foi muito claro: nenhum serviço pode parar. Vamos reordenar o recurso humano sem comprometer a qualidade do atendimento”, afirmou.
A ABDESC atualmente é responsável não apenas pela UPA e pelo PA Cohab, mas também por serviços da rede de atenção psicossocial, CAPS, reabilitação, programa Melhor em Casa e residências terapêuticas.
Novo chamamento público para gestão da UPA
Donay confirmou que a Prefeitura prepara a republicação do chamamento público para contratação de uma nova organização responsável pela gestão da UPA e dos serviços vinculados.
Segundo ele, o edital já está praticamente pronto e deve ser encaminhado à Procuradoria do Município nos próximos dias antes da publicação oficial.
“A expectativa é que, na próxima semana ou em até dez dias, esse chamamento seja publicado novamente”, explicou.
Ele destacou que o processo terá prazo legal de cerca de 30 dias para inscrições e questionamentos, podendo levar entre 60 e 90 dias até a conclusão.
Enquanto isso, a ABDESC continuará administrando os serviços temporariamente.
“O serviço não pode parar. A urgência e emergência não podem ficar nem um dia sem funcionamento”, ressaltou.
Relação com a Santa Casa e possibilidade de retorno à UPA
Questionado sobre a possibilidade da Santa Casa de Ourinhos voltar a administrar a UPA, Donay afirmou ter “simpatia” pelo modelo anteriormente adotado pela instituição e destacou os resultados positivos da época em que o hospital geria o serviço.
Apesar disso, reforçou que o processo será decidido por chamamento público.
“A Santa Casa pode participar, assim como outras empresas. O processo será aberto”, afirmou.
Ele também comentou sobre a atual relação da Secretaria de Saúde com a Santa Casa de Ourinhos, classificando-a como positiva e estratégica para o SUS municipal.
“Quase 90% do que é feito na Santa Casa é SUS. Temos uma relação muito próxima e estamos trabalhando para reduzir o tempo de espera das cirurgias eletivas”, declarou.
O secretário revelou ainda que pretende implantar um painel em tempo real para acompanhamento da fila de cirurgias e da quantidade de procedimentos realizados.
Medicamentos, especialidades e farmácia de alto custo
Outro tema bastante comentado pelos internautas durante a entrevista foi a falta de medicamentos e dificuldades em atendimentos especializados.
Donay reconheceu os problemas e afirmou que a Prefeitura busca uma solução definitiva para o abastecimento da farmácia municipal.
Segundo ele, a administração avalia implantar um modelo semelhante ao utilizado em Botucatu, com terceirização da gestão logística de medicamentos e até entrega domiciliar para pacientes crônicos.
“Queremos criar um sistema mais eficiente de compra, gerenciamento e distribuição de medicamentos”, explicou.
Ele também anunciou que a farmácia de medicamentos de alto custo do Governo do Estado já foi aprovada para funcionamento em Ourinhos.
“O MEDEX já está homologado pelo Estado. Agora estamos apenas ajustando o espaço físico onde será instalado”, afirmou.
Ampliação do atendimento a diabéticos
Durante a entrevista, Donay anunciou ainda a ampliação do programa voltado ao atendimento de pacientes diabéticos.
Segundo ele, o novo chamamento público prevê reforço na equipe multidisciplinar, com endocrinologista, nutricionista, enfermeiros e fornecimento de insumos como glicosímetros e fitas de medição.
“Queremos fortalecer muito esse atendimento aos diabéticos e melhorar o acompanhamento desses pacientes”, disse.
“Estamos aqui para buscar solução”
Ao final da entrevista, Donay Neto afirmou que aceitou retornar à Secretaria de Saúde por entender que pode contribuir para reorganizar o sistema municipal em um momento de dificuldades financeiras e administrativas.
“A gente não está aqui porque é fácil. A gente está aqui porque é necessário. Ou você fica na turma que reclama ou fica na turma que busca solução. Eu prefiro buscar solução”, concluiu o secretário.
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