Prefeitura de Ourinhos confirma vazamento de produto químico no Córrego Furnas; vazamento aconteceu há quase uma semana

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A Prefeitura de Ourinhos, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura (SEMAA), realizou nesta sexta-feira (1º), a vistoria ao vazamento de um produto químico no Córrego Furnas, na região do Distrito Industrial II, para checar as denúncias feita por munícipes. O secretário municipal Maurício Amorisini e a equipe foram até o local e colheram o relato de representantes de uma empresa de fertilizantes sobre o vazamento acidental, ocorrido no dia 24.

A Prefeitura disse que a empresa informou que houve o rompimento de um reservatório que despejou cerca de 24 mil litros do produto, sendo que destes, 13 mil foram contidos na própria planta e os outros 11 mil seguiram pela galeria pluvial. Desde o dia do acidente, a empresa vem monitorando a galeria e identificou na última terça-feira (28) a chegada do produto no curso d'água, o que motivou o acionamento de uma empresa especializada em emergências ambientais e da CETESB.

Como medida de contingenciamento, foi instalada uma barreira de contenção e absorção, tipo sorbex, no final da galeria de águas pluviais para evitar espalhamento do material vazado. A SEMAA coletou amostras da água, tanto do local atingido, quanto da nascente do córrego e a jusante do local.

O produto vazado trata-se de um polímero de acrilamida, denominado Poliacrilamida, que de acordo com a Ficha de Informação Toxicológica (FIT) da CETESB “é suscetível à biodegradação em solo e água superficial (8-12dias)” e que “a substância é facilmente degradada na água superficial, além de ser muito solúvel em água”. Segundo a declaração de segurança do produto emitida pela empresa API Química, o fertilizante POLIVEREST 3000 é composto de 94 a 95% de água e de 5 a 6% de princípio ativo. Logo, a periculosidade e toxicidade do produto são baixas.

A partir da avaliação in loco do ocorrido, a Secretaria informa que o fato não se trata de um desastre, mas sim de uma infração ambiental, em que foram tomadas todas as medidas emergenciais necessárias. A SEMAA e a CETESB seguirão acompanhando o caso, para que sejam tomadas as medidas legais cabíveis. As informações são da prefeitura de Ourinhos.

Córregos de Ourinhos

Ourinhos tem cinco microbacias hidrográficas na área urbana. Destas microbacias: Córrego da Veada, Córrego Christoni e Córrego Águas das Furnas compõem a sub-bacia do rio Pardo (ao norte da cidade) afluente direto do rio Paranapanema. As demais microbacias Águas do Jacu, Córregos Chumbiadinha/Monjolinho, deságuam direto no rio Paranapanema (ao sul da cidade), estando a área central da cidade situada no divisor de águas destas microbacias.

Saiba: Ourinhos vira esgoto a céu aberto e munícipes se revoltam 

Problema é crônico

Esta não é primeira e nem a segunda vez que o Passando a Régua relata casos de poluição de córregos na cidade de Ourinhos. Em novembro de 2019 a nossa reportagem esteve nas dependências do Parque Olavo Ferreira de Sá (FAPI) e registrou a queixa de contaminação do Córrego Furnas por dejetos de esgoto (clique aqui e relembre), que contaminaram as águas do Rio Pardo (ao norte da cidade), rio que abastece Ourinhos, sendo que o Córrego desemboca a cerca de 1 km de distância da estação de captação de água, que é enviada para a ETA (Estação de Tratamento de Água), na Vila Brasil, em Ourinhos.

Na época CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) ficou de enviar uma equipe técnica para analisar a contaminação.

Outro fato noticiado foi mais recente, no começo de junho, outro munícipe gravou um vídeo mostra o esgoto sendo despejado in natura diretamente nas águas do Rio Pardo, na região da Vila Brasil, nas proximidades da ETA (Estação de Tratamento de Água de Ourinhos) (clique aqui e relembre).

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