Sem fornecer laudo à imprensa, Conselho de Alimentação Escolar afirma que laboratório não conseguiu definir se o tipo da carne comprada pela Prefeitura é “patinho” ou não

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O CAE (Conselho de Alimentação Escolar de Ourinhos) anunciou, nesta segunda-feira, 25, durante reunião on-line, o resultado do laudo da carne de procedência duvidosa, encontrada na Escola Municipal Georgina Amaral, no dia 4 de agosto de 2021. No dia na fiscalização, estiveram na escola membros do CAE, da Secretaria Municipal de Educação e o Médico Veterinário, Carlos Cesar Bochetti, da Secretaria Municipal de Saúde, que inspecionou e garantiu que a carne encontrada não era “Patinho”, como deveria.

Porém, hoje (26) o CAE não forneceu o laudo completo à imprensa e apenas emitiu um oficio, que afirma que a carne está em boas condições para o consumo, apesar de ser mais gordurosa do que determina o edital e não é possível saber se o tipo da carne é, ou não é o “patinho”. Ou seja, o resultado é inconclusivo com relação a isso.  (confira o ofício na integra abaixo)

De acordo com a presidente do conselho, Silmara Carlos, não pode passar o relatório na integra à imprensa, pois o próprio laboratório vedaria esta ação. Porém, o Passando a Régua, entrou em contato, na tarde de hoje (26), com ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos), o órgão que as carnes foram enviadas e a informação que foi nos passada é que o ITAL só fornece o laudo para empresa ou órgão contratante, porém se este órgão quiser fornecer este laudo à imprensa não haveria qualquer impedimento.

Outra informação passada pela presidente do CAE, foi o fato que o envio da carne foi feito apenas no dia 23 de setembro, quase dois meses após a fiscalização na escola, que aconteceu 4 de agosto. A imprensa só teve conhecimento do fato no dia 10 de outubro.

A Prefeitura de Ourinhos ainda não se manifestou sobre o oficio emitido pelo CAE e ainda continua a dúvida se ela pagou por “patinho”, mas recebeu uma carne inferior e mais barata, havendo claro prejuízo aos cofres públicos. O Passando a Régua espera que a população não fique sem respostas.

Algumas perguntas que não foram respondidas pelo CAE e nem pela Prefeitura de Ourinhos:

O tipo da carne é “patinho”?

A carne suspeita foi consumida?

A Prefeitura pagou pela carne a quantia de R$2.217.180,73 (Dois milhões, duzentos e dezessete mil, cento e oitenta reais e setenta e três centavos)?

Não há uma inspeção quando a carne é entregue nas escolas?

Por que o laudo não é divulgado, de forma transparente para a imprensa?

Quanto custou a elaboração do laudo?

Por que o CAE não chamou a imprensa, assim que houve a dúvida sobre a procedência da carne?

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