Foram divulgadas nesta quinta-feira, 27, as imagens de câmeras de segurança que registraram toda a dinâmica da tentativa de homicídio ocorrida no supermercado Tauste Norte, em Marília (SP), no dia 15 de novembro. O Passando a Régua teve acesso aos vídeos, que mostram o momento em que uma discussão entre o policial penal Gilson Junior dos Santos, de 50 anos, e o cliente Johnny Silva Sarmento, de 37, termina em disparos dentro do estabelecimento. Veja o vídeo abaixo.
As imagens captadas no feriado mostram o início da briga entre os dois homens, que estavam acompanhados de suas companheiras. Após uma troca de agressões verbais, Gilson saca uma arma e atira várias vezes em Johnny, que cai imediatamente no chão. A vítima foi socorrida ao Hospital das Clínicas, onde permanece internada, porém sem risco de morte. Já o policial penal fugiu após os disparos e responderá por tentativa de homicídio.

Johnny Silva Sarmento teria pedido para o segurança retirar Gilson do mercado, pois se sentia ameaçado

Gilson Junior dos Santos atirou em Johnny
O que diz o boletim de ocorrência
Após os disparos, equipes da Polícia Militar foram acionadas pelo Copom. Johnny foi atingido por três tiros — dois no abdômen e um nas costas. Enquanto uma equipe preservava o local para perícia, outra acompanhou o atendimento hospitalar.
O veículo utilizado na fuga foi localizado na casa do filho do suspeito, na Rua Machado de Assis. No endereço, os policiais encontraram B., filho de Gilson, e um parente identificado como S., que confirmaram que o policial havia abandonado o carro em uma rua próxima junto da esposa.
Versão da esposa
Em depoimento, Elaine I. dos S., esposa do policial penal, afirmou que a discussão teve início após provocações e ameaças feitas por Johnny, que seria vizinho da família há 18 anos e já teria se envolvido em conflitos anteriores com Gilson. Ela conta que Johnny chegou a ser contido por um segurança, mas conseguiu se soltar e voltou a ameaçar seu marido. Elaine disse não ter visto o momento dos tiros, relatando ter entrado em choque após ouvir os disparos.
Depoimento do filho
O filho do autor declarou que Johnny é conhecido no bairro por causar desentendimentos e que já teria ameaçado Gilson diversas vezes ao longo de uma década, desde um conflito ocorrido em uma fila de mercado. Segundo ele, no momento da briga, Johnny teria partido para cima de seu pai, que teria reagido “em legítima defesa”.
Ele também afirmou que Johnny tem histórico de brigas com vizinhos e mantém um canal no YouTube onde grava vídeos “caçando fantasmas” com uma arma de brinquedo.
Investigação em andamento
Gilson não se apresentou para prestar esclarecimentos.
Em 19 de novembro, o advogado do policial penal entregou à Polícia Civil a arma que teria sido utilizada no crime: uma pistola Taurus G2C calibre 9 mm, com carregador, coldre e oito cápsulas intactas.
O caso segue registrado como tentativa de homicídio e continuará sendo investigado pela Polícia Civil.
O Passando a Régua entrou em contato com a defesa de Gilson, que enviou uma nota:
NOTA À IMPRENSA
Tendo em vista a repercussão em torno do evento ocorrido no dia 15 de novembro do presente ano, no interior da loja do Supermercado Tauste Norte, situado na Avenida República, nesta cidade de Marília-SP, bem como pela veiculação das imagens do episódio publicada pela imprensa, o advogado Jader Gaudêncio Filho, constituído pela família do Sr. Gilson Júnior dos Santos, esclarece que vem analisando, de forma eminentemente técnica, todo material que vem sendo juntado aos autos do inquérito policial a respeito do entrevero.
De início, cumpre informar que as investigações se encontram em andamento, razão pela qual qualquer adiantamento mais profundo a respeito do mérito da causa se torna prematuro. No entanto, torna-se imprescindível afirmar, que o caso retratado não trata de simples tentativa de homicídio qualificado, do qual sua motivação teria se dado por motivo fútil. Pelo contrário, Gilson Junior dos Santos já vinha sendo ameaçado pela intitulada vítima Johnny há cerca de algum tempo, fato repetido por Johnny na data do episódio no interior do mencionado Supermercado que se encaminhava uma iminente agressão física.
Johnny da Silva Sarnento, que hoje figura como vítima, ostenta extensa ficha criminal, com condenações transitadas em julgado, entre elas, justamente pelos delitos de ameaça e lesão corporal. Inclusive, há contra ele, Boletim de Ocorrência anterior registrado por Gilson Júnior dos Santos pelo crime de ameaça, cujo episódio, na ocasião, Johnny teria se dirigido até Gilson, demonstrando estar armado e proferiu os seguintes dizeres: “agente penitenciário tem que morrer” e que “os caras da zona sul e Nova Marília iam acertar as contas com ele”.
Há também diversos vídeos em redes sociais que mostram Johnny, com seu rosto parcialmente encoberto, manuseando um facão. Ou seja, diante dessas particularidades, e ante à insistência por parte de Johnny, tendo em vista toda a perseguição no interior do Supermercado, havia claro e real temor de Gilson que as ameaças perpetradas por Johnny fossem concretizadas.
Cumpre destacar que Gilson Junior dos Santos conta com 50 (cinquenta) anos de idade e há 12 (doze) exerce a função de Policial Penal, sem qualquer histórico criminal em sua vida e carreira funcional. Por fim, Gilson Junior dos Santos vem colaborando com a investigação criminal tendo feito a entrega espontânea de sua arma de fogo para ser periciada e já manifestou o desejo de se apresentar perante a Autoridade Policial, em momento oportuno, para restabelecer a verdade e esclarecer todos os fatos e suas circunstâncias, afim de ter sua paz restaurada.
As imagens captadas no feriado mostram o início da briga entre os dois homens, que estavam acompanhados de suas companheiras. Após uma troca de agressões verbais, Gilson saca uma arma e atira várias vezes em Johnny, que cai imediatamente no chão. A vítima foi socorrida ao Hospital das Clínicas, onde permanece internada, porém sem risco de morte. Já o policial penal fugiu após os disparos e responderá por tentativa de homicídio.

Johnny Silva Sarmento teria pedido para o segurança retirar Gilson do mercado, pois se sentia ameaçado

Gilson Junior dos Santos atirou em Johnny
O que diz o boletim de ocorrência
Após os disparos, equipes da Polícia Militar foram acionadas pelo Copom. Johnny foi atingido por três tiros — dois no abdômen e um nas costas. Enquanto uma equipe preservava o local para perícia, outra acompanhou o atendimento hospitalar.
O veículo utilizado na fuga foi localizado na casa do filho do suspeito, na Rua Machado de Assis. No endereço, os policiais encontraram B., filho de Gilson, e um parente identificado como S., que confirmaram que o policial havia abandonado o carro em uma rua próxima junto da esposa.
Versão da esposa
Em depoimento, Elaine I. dos S., esposa do policial penal, afirmou que a discussão teve início após provocações e ameaças feitas por Johnny, que seria vizinho da família há 18 anos e já teria se envolvido em conflitos anteriores com Gilson. Ela conta que Johnny chegou a ser contido por um segurança, mas conseguiu se soltar e voltou a ameaçar seu marido. Elaine disse não ter visto o momento dos tiros, relatando ter entrado em choque após ouvir os disparos.
Depoimento do filho
O filho do autor declarou que Johnny é conhecido no bairro por causar desentendimentos e que já teria ameaçado Gilson diversas vezes ao longo de uma década, desde um conflito ocorrido em uma fila de mercado. Segundo ele, no momento da briga, Johnny teria partido para cima de seu pai, que teria reagido “em legítima defesa”.
Ele também afirmou que Johnny tem histórico de brigas com vizinhos e mantém um canal no YouTube onde grava vídeos “caçando fantasmas” com uma arma de brinquedo.
Investigação em andamento
Gilson não se apresentou para prestar esclarecimentos.
Em 19 de novembro, o advogado do policial penal entregou à Polícia Civil a arma que teria sido utilizada no crime: uma pistola Taurus G2C calibre 9 mm, com carregador, coldre e oito cápsulas intactas.
O caso segue registrado como tentativa de homicídio e continuará sendo investigado pela Polícia Civil.
O Passando a Régua entrou em contato com a defesa de Gilson, que enviou uma nota:
NOTA À IMPRENSA
Tendo em vista a repercussão em torno do evento ocorrido no dia 15 de novembro do presente ano, no interior da loja do Supermercado Tauste Norte, situado na Avenida República, nesta cidade de Marília-SP, bem como pela veiculação das imagens do episódio publicada pela imprensa, o advogado Jader Gaudêncio Filho, constituído pela família do Sr. Gilson Júnior dos Santos, esclarece que vem analisando, de forma eminentemente técnica, todo material que vem sendo juntado aos autos do inquérito policial a respeito do entrevero.
De início, cumpre informar que as investigações se encontram em andamento, razão pela qual qualquer adiantamento mais profundo a respeito do mérito da causa se torna prematuro. No entanto, torna-se imprescindível afirmar, que o caso retratado não trata de simples tentativa de homicídio qualificado, do qual sua motivação teria se dado por motivo fútil. Pelo contrário, Gilson Junior dos Santos já vinha sendo ameaçado pela intitulada vítima Johnny há cerca de algum tempo, fato repetido por Johnny na data do episódio no interior do mencionado Supermercado que se encaminhava uma iminente agressão física.
Johnny da Silva Sarnento, que hoje figura como vítima, ostenta extensa ficha criminal, com condenações transitadas em julgado, entre elas, justamente pelos delitos de ameaça e lesão corporal. Inclusive, há contra ele, Boletim de Ocorrência anterior registrado por Gilson Júnior dos Santos pelo crime de ameaça, cujo episódio, na ocasião, Johnny teria se dirigido até Gilson, demonstrando estar armado e proferiu os seguintes dizeres: “agente penitenciário tem que morrer” e que “os caras da zona sul e Nova Marília iam acertar as contas com ele”.
Há também diversos vídeos em redes sociais que mostram Johnny, com seu rosto parcialmente encoberto, manuseando um facão. Ou seja, diante dessas particularidades, e ante à insistência por parte de Johnny, tendo em vista toda a perseguição no interior do Supermercado, havia claro e real temor de Gilson que as ameaças perpetradas por Johnny fossem concretizadas.
Cumpre destacar que Gilson Junior dos Santos conta com 50 (cinquenta) anos de idade e há 12 (doze) exerce a função de Policial Penal, sem qualquer histórico criminal em sua vida e carreira funcional. Por fim, Gilson Junior dos Santos vem colaborando com a investigação criminal tendo feito a entrega espontânea de sua arma de fogo para ser periciada e já manifestou o desejo de se apresentar perante a Autoridade Policial, em momento oportuno, para restabelecer a verdade e esclarecer todos os fatos e suas circunstâncias, afim de ter sua paz restaurada.



