Após cassação, Guilherme Gonçalves pede licença de um ano do cargo de servidor da Prefeitura de Ourinhos

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O ex-prefeito de Ourinhos Guilherme Andrew Gonçalves da Silva, cassado do cargo após decisão dos vereadores no início de setembro, pediu licença sem remuneração por um ano de seu cargo efetivo na Prefeitura de Ourinhos.

A concessão foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (11). Guilherme ocupa atualmente o cargo de manutencista municipal e, com a decisão, ficará afastado do serviço público pelo período de um ano, a contar de 8 de setembro de 2026.

Segundo o documento assinado pelo secretário municipal de Administração, Leandro de Oliveira Moraes, a licença foi concedida com fundamento na legislação municipal e está vinculada ao Processo Digital nº 3-012731/2026.

A licença é sem remuneração, ou seja, durante o período de afastamento Guilherme não receberá salário referente ao cargo de servidor municipal.



Cassação não encerrou vínculo como servidor
A situação funcional de Guilherme passou a chamar atenção após a cassação de seu mandato como prefeito. Isso porque, apesar de perder o cargo eletivo,
ele continuou pertencendo ao quadro de servidores efetivos da Prefeitura de Ourinhos.

Guilherme ingressou no serviço público municipal por concurso em 17 de janeiro de 2014, inicialmente como auxiliar de serviços gerais da extinta Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos (SAE).
Com a concessão dos serviços da autarquia e a transferência dos funcionários para a Prefeitura, passou a integrar o quadro municipal como manutencista.

Antes de chegar à Prefeitura como chefe do Executivo, Guilherme também ocupou outros cargos públicos. Entre fevereiro de 2017 e maio de 2019, exerceu o cargo comissionado de diretor de Limpeza Urbana. Posteriormente, licenciou-se para atividades políticas e também foi vereador de Ourinhos entre 2021 e 2024.

Eleito prefeito, assumiu o Executivo em janeiro de 2025.

Guilherme havia falado sobre possível retorno ao trabalho
Após a cassação, uma das dúvidas era justamente se Guilherme retornaria imediatamente ao cargo efetivo na Prefeitura.

Em vídeo publicado nas redes sociais depois da perda do mandato, o ex-prefeito chegou a comentar sobre seu futuro profissional. Na ocasião, afirmou que ainda não sabia onde trabalharia e mencionou possibilidades como retornar à coleta, trabalhar como motorista de aplicativo ou atuar em uma empresa.

Agora, com a publicação da portaria, a situação funcional fica definida pelo menos para os próximos meses: Guilherme permanecerá afastado do cargo de manutencista municipal, sem remuneração, pelo período de um ano.

A licença começou a contar oficialmente em 8 de setembro de 2026 e, caso seja cumprido integralmente o período concedido, seguirá até setembro de 2027.

A medida não interfere, por si só, na disputa envolvendo a cassação do mandato. Após a decisão da Câmara, a defesa de Guilherme informou que pretende recorrer à Justiça questionando o processo que resultou na perda do cargo de prefeito.

Com a cassação,
o comando da Prefeitura passou para Alexandre Zóio, que tomou posse como prefeito de Ourinhos no último dia 9.
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