Força Tática prende terceiro suspeito de latrocínio que matou professora aposentada de 78 anos em Ourinhos

Com a prisão de Luiz Alberto Ferreira Sobrinho, de 38 anos, e José Leandro dos Santos, de 40, os três investigados pelo crime contra Adnéia Cota Peres foram localizados. Último suspeito foi capturado pela Força Tática na noite deste domingo (11), no bairro CDHU.
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A investigação sobre o latrocínio que vitimou a professora aposentada Adnéia Cota Peres, de 78 anos, em Ourinhos, teve novos desdobramentos neste fim de semana. Após a prisão do primeiro suspeito na quinta-feira (8), a Polícia Civil prendeu um segundo investigado na sexta-feira (9), enquanto a Força Tática da Polícia Militar localizou o terceiro suspeito no começo da noite deste domingo, 11 de outubro.

Com isso, os três homens apontados pela investigação como envolvidos no crime foram localizados e presos.


Adnéia foi encontrada morta na tarde de quinta-feira (8), dentro de sua residência na Rua Olímpio Coelho Tupiná, na Vila Nova Christoni, região da Barra Funda. O imóvel estava revirado, com gavetas e armários abertos e diversos objetos espalhados.

O caso é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo que resulta em morte.

Terceiro suspeito foi preso neste domingo no bairro CDHU
No começo da noite deste domingo (11), a Força Tática da Polícia Militar de Ourinhos informou a prisão de José Leandro dos Santos, de 40 anos, conhecido pelos apelidos de “Paraná” e “Bichinha”.

Segundo as informações policiais, os militares realizavam patrulhamento pelo bairro CDHU quando avistaram um homem com características físicas semelhantes às do suspeito procurado.

Entre os detalhes que chamaram a atenção da equipe estavam uma cicatriz no nariz e o porte físico do indivíduo.

Durante a abordagem, o homem teria apresentado uma identificação falsa. Entretanto, após diligências, os policiais conseguiram confirmar sua verdadeira identidade.

Ainda conforme as informações repassadas pela Força Tática, José Leandro teria confessado participação no crime.

Ele foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ourinhos, onde a ocorrência estava em andamento no início da noite deste domingo.

O suspeito seria ouvido pelo delegado de plantão, Dr. Marcelo de Assis Aliceda Filho, para formalização dos procedimentos policiais.

Até aquele momento, não haviam sido divulgados detalhes sobre a participação específica atribuída a José Leandro na morte da professora.



Segundo suspeito, vizinho da vítima, foi preso na sexta-feira

A segunda prisão aconteceu na sexta-feira (9), quando a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos identificou Luiz Alberto Ferreira Sobrinho, de 38 anos, conhecido como “Betão”, como um dos possíveis envolvidos.

Segundo o boletim de ocorrência, os investigadores trabalharam de maneira ininterrupta desde a descoberta do corpo, analisando imagens de câmeras de segurança, ouvindo testemunhas e reunindo informações sobre os suspeitos.

As diligências apontaram que Luiz Alberto era vizinho da professora Adnéia e conhecia a vítima e sua rotina.

Ao tomar conhecimento de que estava sendo procurado, ele se apresentou à DIG acompanhado de seu advogado.

Durante o interrogatório, Luiz Alberto admitiu ter participado de uma ação destinada à subtração de bens, mas negou saber que a professora havia sido morta.

Investigado afirmou que plano era furtar objetos para comprar drogas
Conforme o depoimento registrado pela Polícia Civil, Luiz Alberto relatou que havia se encontrado com um homem conhecido como “Lê” ou “Léo” durante a madrugada.

Segundo sua versão, ambos haviam consumido álcool e cocaína e decidiram furtar objetos para conseguir dinheiro e comprar mais drogas.

O investigado afirmou que estava nas proximidades de sua própria residência quando mencionou alguns vizinhos ao comparsa.

Ainda de acordo com seu relato, ele permaneceu na calçada enquanto o outro homem entrou na casa da professora e saiu carregando uma bolsa.

Luiz Alberto declarou que acreditava que o imóvel estivesse vazio e que não tinha conhecimento da morte de Adnéia.

Posteriormente, segundo o depoimento, os dois foram até a residência de uma conhecida, onde examinaram os objetos retirados da casa.

O investigado também admitiu que aguardava a venda do telefone celular da vítima para receber parte do dinheiro obtido.

Testemunha relatou encontro dos três suspeitos para divisão dos objetos
Um dos principais elementos considerados pela Polícia Civil foi o depoimento de uma testemunha que teria recebido os investigados em sua residência.

Segundo o registro policial, ela relatou que “Léo” e “Betão” chegaram ao imóvel levando uma mala com alimentos, um aparelho celular e um cofre.

Posteriormente, os dois teriam retornado acompanhados de Wesley de Almeida Alves, conhecido como “Beijinho”, ocasião em que os três discutiram a divisão do dinheiro encontrado no cofre.

Os investigadores também obtiveram imagens de câmeras de segurança que mostram Luiz Alberto nas imediações da residência da professora.

Para a autoridade policial, os depoimentos, as imagens e as declarações do próprio investigado constituíram indícios suficientes para a formalização da prisão em flagrante de Luiz Alberto pela suspeita de participação no latrocínio.

A Polícia Civil também solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva, argumentando que os elementos reunidos apontavam para uma atuação conjunta, com possível divisão de tarefas entre os envolvidos.

O pedido de prisão preventiva não significa, por si só, que a medida tenha sido concedida pela Justiça.

Primeiro suspeito teve prisão preventiva decretada
O primeiro investigado preso foi Wesley de Almeida Alves, conhecido como “Beijinho”, localizado pela Força Tática da Polícia Militar na noite de quinta-feira (8), poucas horas após a descoberta do corpo da professora.

Segundo a Polícia Militar, ele foi encontrado no Centro Social Urbano (CSU) e tentou fugir ao perceber a aproximação dos policiais, mas acabou alcançado e detido.

Durante as diligências, os militares recuperaram um aparelho celular Samsung Galaxy A03, identificado como pertencente à vítima.
Uma botina apreendida com o investigado também passou a integrar a apuração, após a identificação de possível correspondência entre o desenho do solado e marcas fotografadas na residência.

Na sexta-feira (9), a Justiça converteu a prisão em flagrante de Wesley em prisão preventiva, determinando que ele permanecesse detido durante o andamento das investigações, salvo nova decisão judicial.

Polícia investiga participação de cada suspeito
Com as três prisões, a Polícia Civil deverá prosseguir com as diligências para esclarecer a dinâmica completa do crime, a participação individual de cada investigado e as circunstâncias da morte da professora.

O crime causou comoção em Ourinhos, especialmente pela violência contra uma mulher de 78 anos que morava sozinha.

A investigação é conduzida no âmbito do crime de latrocínio consumado, previsto no artigo 157, § 3º, inciso II, do Código Penal.

As prisões e eventuais confissões registradas durante a investigação não representam condenação definitiva. A responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das decisões da Justiça.

O Passando a Régua continuará acompanhando o caso e os novos desdobramentos das investigações.
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