Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas, na noite desta quarta-feira, 14 de outubro, na região da Barra Funda, em Ourinhos (SP). A prisão foi realizada por policiais militares da Força Tática, nas proximidades do Centro Social Urbano (CSU), e resultou na apreensão de 85 porções de crack.
A ocorrência foi registrada na Rua Olímpio Coelho Tupiná, a mesma via onde, na quinta-feira da semana passada, dia 8 de outubro, a professora aposentada Adnéia Cota Peres, de 78 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência, vítima de um latrocínio que provocou grande repercussão na cidade.
A nova prisão acontece em um momento de intensos debates em Ourinhos sobre a segurança na região central, a presença de pessoas em situação de rua e a eficiência das políticas públicas de assistência social.
Suspeitos fugiram ao perceber aproximação da Força Tática
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares da Força Tática realizavam patrulhamento nas imediações do CSU quando perceberam dois indivíduos que, ao avistarem a viatura, começaram a correr pela Rua Olímpio Coelho Tupiná.
Os policiais iniciaram o acompanhamento dos suspeitos.
Na altura do número 475 da via, um dos homens, identificado como Otávio S. M., de 19 anos, foi visto arremessando um objeto escuro sobre o telhado de uma residência.
Mesmo após dispensar o objeto, o jovem continuou fugindo, mas acabou alcançado e abordado alguns metros adiante.
O segundo indivíduo conseguiu escapar e não foi localizado.
Durante a revista pessoal, os policiais não encontraram drogas com Otávio. Entretanto, ao ser questionado sobre o objeto que havia jogado sobre o telhado, ele teria admitido que se tratava de uma pochete contendo crack.
Ainda segundo o relato dos policiais, o jovem afirmou naquele momento que estava comercializando entorpecentes nas proximidades do CSU.
Policiais recuperaram pochete com 85 porções de crack
Após a abordagem, os militares retornaram ao imóvel onde o objeto havia sido arremessado.
Com autorização da moradora, os policiais acessaram o local e recuperaram a pochete que estava sobre o telhado da garagem.
Dentro dela foram encontradas 85 porções de uma substância com características semelhantes às de crack, embaladas individualmente.
A quantidade de porções, a forma de acondicionamento, a tentativa de fuga e as circunstâncias da abordagem foram consideradas pela polícia como indícios de que a droga seria destinada à comercialização.
O material foi encaminhado para análise pericial.
Conforme o Laudo Pericial, o exame confirmou resultado positivo para cocaína, na forma de crack, com peso líquido total de 14 gramas.
Além das drogas, foram apreendidos um aparelho celular Samsung e R$ 4,80 em moedas.
Delegado determinou prisão em flagrante por tráfico
O jovem foi conduzido à Central de Polícia Judiciária de Ourinhos, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial.
Durante o interrogatório formal, Otávio exerceu seu direito de permanecer em silêncio.
Após analisar as circunstâncias da abordagem, os relatos dos policiais e os materiais apreendidos, o delegado responsável determinou a prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, previsto no artigo 33 da Lei Federal nº 11.343/2006.
O investigado permaneceu à disposição da Justiça para a realização de audiência de custódia.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da comercialização da droga e a possível participação de outras pessoas.
Prisão ocorre na mesma rua onde professora foi morta
A localização da ocorrência chama a atenção porque a Rua Olímpio Coelho Tupiná foi cenário de outro crime que abalou Ourinhos recentemente.
Na quinta-feira, 8 de outubro, a professora aposentada Adnéia Cota Peres, de 78 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência, na região da Barra Funda.
O imóvel apresentava sinais de que objetos haviam sido revirados. A Polícia Civil passou a investigar o caso como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo que resulta em morte.
Três homens foram presos durante as investigações: Wesley de Almeida Alves, conhecido como “Beijinho”; Luiz Alberto Ferreira Sobrinho, chamado de “Betão”; e José Leandro dos Santos, conhecido como “Léo” ou “Paraná”.
Um dos investigados, José Leandro, de 40 anos, declarou à polícia que vivia como andarilho e estava na região de Ourinhos havia aproximadamente três ou quatro meses.
Essa informação passou a ser mencionada durante discussões na Câmara Municipal sobre o acompanhamento de pessoas em situação de rua e a atuação dos serviços de abordagem social.
Não há informações no boletim de ocorrência que indiquem qualquer ligação entre o jovem preso nesta quarta-feira por tráfico de drogas e os investigados pelo latrocínio da professora. O fato de as ocorrências terem acontecido na mesma rua não significa que estejam relacionadas.
Presença de pessoas em situação de rua gera discussões na Câmara
A prisão por tráfico ocorre no mesmo dia em que a Câmara Municipal de Ourinhos instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis falhas nos serviços de atendimento, abordagem, acolhimento e encaminhamento de pessoas em situação de rua.
A CPI terá como principais focos a atuação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e do NAIA – Núcleo de Atendimento à Infância, Adolescência e Adultos, organização responsável pela execução de serviços assistenciais no município.
A abertura da comissão foi impulsionada pela repercussão do assassinato da professora Adnéia e pelos questionamentos sobre a atuação das equipes de abordagem social.
Durante a sessão desta quarta-feira, o vereador Ederson Aparecido Machado, o Kita (MDB), criticou a eficiência dos serviços prestados e cobrou providências da administração municipal.
O parlamentar afirmou que um dos investigados pelo latrocínio estava em Ourinhos havia meses e, segundo suas informações, não teria sido identificado pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento de pessoas em situação de rua.
“Hoje foi a dona Adnéia, amanhã quantas senhoras Adnéias vão passar pelo mesmo episódio?”, questionou Kita durante o pronunciamento.
O vereador também relatou reclamações de comerciantes e moradores sobre situações registradas na região central, especialmente nas proximidades da Praça Mello Peixoto.
Entre os problemas mencionados estão abordagens a pedestres, conflitos e dificuldades enfrentadas por comerciantes e frequentadores do centro.
As declarações representam questionamentos apresentados pelo parlamentar e deverão ser examinadas pelas instâncias competentes.
A ocorrência foi registrada na Rua Olímpio Coelho Tupiná, a mesma via onde, na quinta-feira da semana passada, dia 8 de outubro, a professora aposentada Adnéia Cota Peres, de 78 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência, vítima de um latrocínio que provocou grande repercussão na cidade.
A nova prisão acontece em um momento de intensos debates em Ourinhos sobre a segurança na região central, a presença de pessoas em situação de rua e a eficiência das políticas públicas de assistência social.
Suspeitos fugiram ao perceber aproximação da Força Tática
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares da Força Tática realizavam patrulhamento nas imediações do CSU quando perceberam dois indivíduos que, ao avistarem a viatura, começaram a correr pela Rua Olímpio Coelho Tupiná.
Os policiais iniciaram o acompanhamento dos suspeitos.
Na altura do número 475 da via, um dos homens, identificado como Otávio S. M., de 19 anos, foi visto arremessando um objeto escuro sobre o telhado de uma residência.
Mesmo após dispensar o objeto, o jovem continuou fugindo, mas acabou alcançado e abordado alguns metros adiante.
O segundo indivíduo conseguiu escapar e não foi localizado.
Durante a revista pessoal, os policiais não encontraram drogas com Otávio. Entretanto, ao ser questionado sobre o objeto que havia jogado sobre o telhado, ele teria admitido que se tratava de uma pochete contendo crack.
Ainda segundo o relato dos policiais, o jovem afirmou naquele momento que estava comercializando entorpecentes nas proximidades do CSU.
Policiais recuperaram pochete com 85 porções de crack
Após a abordagem, os militares retornaram ao imóvel onde o objeto havia sido arremessado.
Com autorização da moradora, os policiais acessaram o local e recuperaram a pochete que estava sobre o telhado da garagem.
Dentro dela foram encontradas 85 porções de uma substância com características semelhantes às de crack, embaladas individualmente.
A quantidade de porções, a forma de acondicionamento, a tentativa de fuga e as circunstâncias da abordagem foram consideradas pela polícia como indícios de que a droga seria destinada à comercialização.
O material foi encaminhado para análise pericial.
Conforme o Laudo Pericial, o exame confirmou resultado positivo para cocaína, na forma de crack, com peso líquido total de 14 gramas.
Além das drogas, foram apreendidos um aparelho celular Samsung e R$ 4,80 em moedas.
Delegado determinou prisão em flagrante por tráfico
O jovem foi conduzido à Central de Polícia Judiciária de Ourinhos, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial.
Durante o interrogatório formal, Otávio exerceu seu direito de permanecer em silêncio.
Após analisar as circunstâncias da abordagem, os relatos dos policiais e os materiais apreendidos, o delegado responsável determinou a prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, previsto no artigo 33 da Lei Federal nº 11.343/2006.
O investigado permaneceu à disposição da Justiça para a realização de audiência de custódia.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da comercialização da droga e a possível participação de outras pessoas.
Prisão ocorre na mesma rua onde professora foi morta
A localização da ocorrência chama a atenção porque a Rua Olímpio Coelho Tupiná foi cenário de outro crime que abalou Ourinhos recentemente.
Na quinta-feira, 8 de outubro, a professora aposentada Adnéia Cota Peres, de 78 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência, na região da Barra Funda.
O imóvel apresentava sinais de que objetos haviam sido revirados. A Polícia Civil passou a investigar o caso como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo que resulta em morte.
Três homens foram presos durante as investigações: Wesley de Almeida Alves, conhecido como “Beijinho”; Luiz Alberto Ferreira Sobrinho, chamado de “Betão”; e José Leandro dos Santos, conhecido como “Léo” ou “Paraná”.
Um dos investigados, José Leandro, de 40 anos, declarou à polícia que vivia como andarilho e estava na região de Ourinhos havia aproximadamente três ou quatro meses.
Essa informação passou a ser mencionada durante discussões na Câmara Municipal sobre o acompanhamento de pessoas em situação de rua e a atuação dos serviços de abordagem social.
Não há informações no boletim de ocorrência que indiquem qualquer ligação entre o jovem preso nesta quarta-feira por tráfico de drogas e os investigados pelo latrocínio da professora. O fato de as ocorrências terem acontecido na mesma rua não significa que estejam relacionadas.
Presença de pessoas em situação de rua gera discussões na Câmara
A prisão por tráfico ocorre no mesmo dia em que a Câmara Municipal de Ourinhos instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis falhas nos serviços de atendimento, abordagem, acolhimento e encaminhamento de pessoas em situação de rua.
A CPI terá como principais focos a atuação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e do NAIA – Núcleo de Atendimento à Infância, Adolescência e Adultos, organização responsável pela execução de serviços assistenciais no município.
A abertura da comissão foi impulsionada pela repercussão do assassinato da professora Adnéia e pelos questionamentos sobre a atuação das equipes de abordagem social.
Durante a sessão desta quarta-feira, o vereador Ederson Aparecido Machado, o Kita (MDB), criticou a eficiência dos serviços prestados e cobrou providências da administração municipal.
O parlamentar afirmou que um dos investigados pelo latrocínio estava em Ourinhos havia meses e, segundo suas informações, não teria sido identificado pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento de pessoas em situação de rua.
“Hoje foi a dona Adnéia, amanhã quantas senhoras Adnéias vão passar pelo mesmo episódio?”, questionou Kita durante o pronunciamento.
O vereador também relatou reclamações de comerciantes e moradores sobre situações registradas na região central, especialmente nas proximidades da Praça Mello Peixoto.
Entre os problemas mencionados estão abordagens a pedestres, conflitos e dificuldades enfrentadas por comerciantes e frequentadores do centro.
As declarações representam questionamentos apresentados pelo parlamentar e deverão ser examinadas pelas instâncias competentes.
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