Após um julgamento realizado durante todo o dia desta quinta-feira (17), no Fórum de Ourinhos, o Tribunal do Júri condenou Vinícius Dionísio Santiago, de 26 anos, a 14 anos de prisão em regime inicialmente fechado pela morte de Alexandre Aparecido Verolez, de 48 anos, ocorrida em abril de 2025.
Vinícius já estava preso preventivamente e permanecerá preso após a sentença. A condenação é de primeira instância e a defesa poderá apresentar recurso.
O julgamento foi presidido pela juíza Dra. Raquel Grellet Pereira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ourinhos. O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Dr. Lucio Camargo de Ramos Junior.
O processo judicial confirma que Vinícius havia sido denunciado por homicídio qualificado, com imputação das qualificadoras de motivo torpe e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Decisão anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo também havia mantido sua prisão preventiva durante a tramitação da ação.

Alexandre Aparecido Verolez foi morto no dia do aniversário
Crime aconteceu em abril de 2025
Alexandre foi morto na madrugada de 26 de abril de 2025, na Avenida Domingos Carmelingo Caló, na Vila São José, próximo à Praça da Vila Musa, em Ourinhos. A vítima completava 48 anos naquele dia.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, guardas civis municipais que patrulhavam a região foram chamados por moradores para atender um homem que havia sido esfaqueado. Alexandre foi encontrado caído e já sem sinais vitais. O SAMU foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.
Testemunhas disseram à polícia que estavam na calçada quando Alexandre se aproximou. Momentos depois, um jovem chegou de bicicleta, chamou a vítima pelo nome, cumprimentou-a e a chamou para conversar separadamente.
Na sequência ocorreu o ataque. Alexandre sofreu ferimentos na região do pescoço e no braço esquerdo, enquanto o autor deixou o local de bicicleta. A Polícia Científica foi acionada e o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos.
Vinícius chegou a ser liberado no dia do crime
Poucas horas depois do homicídio, Vinícius foi apresentado no Plantão Policial. Na ocasião, a Polícia Militar também entregou uma faca de aço inoxidável com cabo preto, aparentemente higienizada, além de roupas que seriam supostamente relacionadas ao investigado.
Naquele primeiro momento, entretanto, a autoridade policial considerou que ainda não existiam elementos suficientes para decretar uma prisão em flagrante, destacando que o caso dependia de novas diligências. Vinícius foi então liberado.
Com o avanço das investigações da DIG, a Justiça posteriormente expediu um mandado de prisão. Ele foi localizado e preso pela Guarda Civil Municipal em maio de 2025 e permaneceu sob custódia durante o andamento do processo.
Defesa alegou legítima defesa durante o processo
Na primeira fase da ação penal, testemunhas foram ouvidas e Vinícius foi interrogado. A acusação pediu que ele fosse levado ao Tribunal do Júri.
A defesa, por sua vez, apresentou tese de legítima defesa ou legítima defesa putativa e buscou a absolvição. Alternativamente, pediu que o réu não fosse pronunciado ou que a acusação fosse desclassificada.
Em 22 de maio de 2026, a Justiça decidiu que Vinícius deveria ser submetido ao julgamento popular. Posteriormente, a sessão foi marcada para esta quinta-feira (17), às 9h30.
Julgamento durou todo o dia
Durante a sessão desta quinta-feira, acusação e defesa apresentaram aos jurados suas respectivas versões e argumentos sobre o crime. Ao final dos trabalhos e da votação dos quesitos pelo Conselho de Sentença, foi proferida a condenação.
A pena foi estabelecida em 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.
Como Vinícius já se encontrava preso preventivamente, ele permanece no sistema prisional após o julgamento. A sentença proferida pelo Tribunal do Júri não encerra necessariamente a discussão judicial: a defesa poderá recorrer da condenação e da pena às instâncias superiores.
Vinícius já estava preso preventivamente e permanecerá preso após a sentença. A condenação é de primeira instância e a defesa poderá apresentar recurso.
O julgamento foi presidido pela juíza Dra. Raquel Grellet Pereira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ourinhos. O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Dr. Lucio Camargo de Ramos Junior.
O processo judicial confirma que Vinícius havia sido denunciado por homicídio qualificado, com imputação das qualificadoras de motivo torpe e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Decisão anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo também havia mantido sua prisão preventiva durante a tramitação da ação.

Alexandre Aparecido Verolez foi morto no dia do aniversário
Crime aconteceu em abril de 2025
Alexandre foi morto na madrugada de 26 de abril de 2025, na Avenida Domingos Carmelingo Caló, na Vila São José, próximo à Praça da Vila Musa, em Ourinhos. A vítima completava 48 anos naquele dia.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, guardas civis municipais que patrulhavam a região foram chamados por moradores para atender um homem que havia sido esfaqueado. Alexandre foi encontrado caído e já sem sinais vitais. O SAMU foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.
Testemunhas disseram à polícia que estavam na calçada quando Alexandre se aproximou. Momentos depois, um jovem chegou de bicicleta, chamou a vítima pelo nome, cumprimentou-a e a chamou para conversar separadamente.
Na sequência ocorreu o ataque. Alexandre sofreu ferimentos na região do pescoço e no braço esquerdo, enquanto o autor deixou o local de bicicleta. A Polícia Científica foi acionada e o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos.
Vinícius chegou a ser liberado no dia do crime
Poucas horas depois do homicídio, Vinícius foi apresentado no Plantão Policial. Na ocasião, a Polícia Militar também entregou uma faca de aço inoxidável com cabo preto, aparentemente higienizada, além de roupas que seriam supostamente relacionadas ao investigado.
Naquele primeiro momento, entretanto, a autoridade policial considerou que ainda não existiam elementos suficientes para decretar uma prisão em flagrante, destacando que o caso dependia de novas diligências. Vinícius foi então liberado.
Com o avanço das investigações da DIG, a Justiça posteriormente expediu um mandado de prisão. Ele foi localizado e preso pela Guarda Civil Municipal em maio de 2025 e permaneceu sob custódia durante o andamento do processo.
Defesa alegou legítima defesa durante o processo
Na primeira fase da ação penal, testemunhas foram ouvidas e Vinícius foi interrogado. A acusação pediu que ele fosse levado ao Tribunal do Júri.
A defesa, por sua vez, apresentou tese de legítima defesa ou legítima defesa putativa e buscou a absolvição. Alternativamente, pediu que o réu não fosse pronunciado ou que a acusação fosse desclassificada.
Em 22 de maio de 2026, a Justiça decidiu que Vinícius deveria ser submetido ao julgamento popular. Posteriormente, a sessão foi marcada para esta quinta-feira (17), às 9h30.
Julgamento durou todo o dia
Durante a sessão desta quinta-feira, acusação e defesa apresentaram aos jurados suas respectivas versões e argumentos sobre o crime. Ao final dos trabalhos e da votação dos quesitos pelo Conselho de Sentença, foi proferida a condenação.
A pena foi estabelecida em 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.
Como Vinícius já se encontrava preso preventivamente, ele permanece no sistema prisional após o julgamento. A sentença proferida pelo Tribunal do Júri não encerra necessariamente a discussão judicial: a defesa poderá recorrer da condenação e da pena às instâncias superiores.
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