MP pede o aumento da pena de homem condenado por matar mulher estrangulada em Ourinhos

Willians Pereira foi condenado a 16 anos de prisão na última quinta-feira, 9, pelo Júri Popular. Ele matou a gerente da Riachuelo do Ourinhos Plaza Shopping, Priscila Moreira Lopes de Oliveira, que faleceu aos 35 anos e deixou uma filha de 12 anos.
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A Promotoria de Justiça de Ourinhos, através do promotor Dr. Lúcio Camargo de Ramos Junior, requereu, nesta semana, que a pena, de 16 anos, de Willians Pereira, de 43 anos, por feminicídio contra a sua companheira, a gerente da Riachuelo do Ourinhos Plaza Shopping, Priscila Moreira Lopes de Oliveira, que faleceu aos 35 anos, seja aumentada. O homem foi condenado pelo Júri Popular de Ourinhos, na última quinta-feira, 9, - clique e relembre. O crime aconteceu no dia 22 de agosto de 2021, no condomínio residencial, Riviera, na Rua José Justino de Carvalho, 1977, no Jardim Matilde, em Ourinhos.

O promotor considerou “a grande repercussão local da condenação e da pena, para que o Ministério Público estabelecer o recurso de apelação para que a pena fixada (16 anos) seja aumentada pelo Tribunal de Justiça”.

Willians Pereira foi condenado na última quinta-feira, 9, a 16 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Ainda segundo Dr. Lúcio Camargo de Ramos Junior, a “Promotoria de Justiça requereu que a pena seja aumentada em razão das circunstâncias do delito (ocorrido em condomínio habitado, em final de semana com grande movimentação, inclusive de crianças e adolescentes, criando intranquilidade e temor no local), culpabilidade elevada (a vítima sofreu lesões na cabeça, pernas e braços, ou seja, outras lesões que não foram a causa da morte, o que demonstra a intensidade do dolo do réu  e o sofrimento da vítima quando do crime) e, por fim, as consequências do crime (vítima deixou filha de 12 anos, sendo que a perda da mãe trará prejuízos eternos)”.

O promotor pediu também “para afastar a atenuante da confissão, já que a confissão não foi integral, pois o réu negou que tinha intenção de matar a vítima e alegou que ela que o agrediu primeiramente (legítima defesa)”.

Assim, o Ministério Público espera e aguarda que a pena de 16 anos de reclusão seja consideravelmente aumentada na segunda instância.

Sobre o crime

De acordo com a polícia, o crime aconteceu por volta das 17h15. Willians chamou a Polícia Militar e se entregou. Os policiais entraram na casa e encontraram a vítima deitada na cama do casal e coberta com um cobertor. Priscila apresentava lesões na testa e no pescoço e não tinha sinais vitais. A médica do SAMU (Serviço Móvel de Urgência) constatou o óbito.

Perguntado pelos policiais o que aconteceu, Willians contou que teve um desentendimento há uns dias com sua companheira, devido às redes sociais, inclusive, no dia 20, dois antes do crime, ele havia ameaçado a se jogar da passarela, na rodovia Raposo Tavares (SP-270), na Vila Boa Esperança (clique e relembre)

No domingo, dia 22 de agosto de 2021, Willians esperou a sua filha, de 12 anos na época, ir para a piscina, para que pudesse conversar com a mulher, a qual estava no quarto mexendo no celular. Priscila teria pedido para Willians ir embora de casa e ele questionou com quem ela estava conversando no celular, mas Priscila se recusou a entregar o celular e ao tentar pegar o celular dela, ela o empurrou, momento que Willians “grudou” ela pelo pescoço, vindo ambos a cair no chão, onde Priscila bateu a cabeça em um banco de madeira que estava no quarto. Willians disse que tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso. Então ele pegou a mulher e colocou sobre a cama e cobriu com um cobertor.

Após o ocorrido, ele ainda ligou para um padrinho e para um amigo e depois para o “190” da Polícia Militar e comunicou o ocorrido.

Willians foi autuado em flagrante, por homicídio e encaminhado à cadeia pública de São Pedro do Turvo e depois à penitenciária de Avaré (SP), onde esteve preso, aguardando o julgamento. Ele retorna para continuar a cumprir a sua pena, agora fixada. 

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