Toshio Misato critica cenário político de Ourinhos e defende definição sobre futuro da Prefeitura

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O ex-prefeito de Ourinhos Toshio Misato, que governou a cidade em três ocasiões, comentou, na manhã desta quarta-feira, 26, o atual cenário político e administrativo do município. Ele participou da recepção ao candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e falou sobre o afastamento do prefeito Guilherme Gonçalves (Podemos), a gestão interina de Alexandre Zóio (PL) e os processos em andamento na Justiça e na Câmara Municipal. Toshio classificou a situação como “horrorosa para a cidade de Ourinhos” e afirmou que os problemas políticos provocam prejuízos à administração municipal. Segundo ele, Guilherme Gonçalves deveria ter reorganizado a Prefeitura desde o início do mandato e, na sua avaliação, acabou assumindo responsabilidade pelos problemas enfrentados atualmente.

Sobre Alexandre Zóio, Toshio reconheceu que o prefeito interino começou a promover algumas mudanças, mas considerou as medidas “tímidas”. Para o ex-prefeito, seria necessário adotar decisões mais firmes e acelerar a reestruturação da administração municipal.

“Quem perde é a cidade”
Um dos principais pontos levantados por Toshio foi a indefinição sobre quem permanecerá à frente da Prefeitura. Ele afirmou que a instabilidade prejudica empresários, instituições e projetos importantes para o município.

Como exemplo, citou obras e investimentos que dependem de articulação entre a Prefeitura, empresas e os governos estadual e federal. Para Toshio, Ourinhos precisa de um prefeito com capacidade de diálogo e articulação política, independentemente da legenda partidária.
Um prefeito não pode ter cor política. Você precisa do Estado, você precisa da União”, afirmou.
Toshio não vê cenário favorável para retorno de Guilherme
Questionado sobre a possibilidade de Guilherme Gonçalves retornar ao cargo, Toshio afirmou que não acredita que uma eventual volta seja positiva para a administração municipal.

Na avaliação dele, o atual grupo político ligado ao prefeito está dividido, com conflitos envolvendo o vice-prefeito e vereadores. Toshio disse que Guilherme “mostrou que não terá capacidade para governar” e defendeu que a cidade tenha uma definição sobre o futuro da administração.

Apesar disso, ressaltou que Guilherme deve ter direito à ampla defesa e que os vereadores precisam se basear em fatos concretos para decidir sobre uma eventual cassação.
Eu torço para que tenha um fim nessa novela toda aí”, declarou.
Julgamento de Guilherme segue indefinido
A manifestação de Toshio ocorre em meio à indefinição sobre o futuro político de Guilherme Gonçalves. O julgamento do recurso apresentado pelo prefeito afastado no Tribunal de Justiça de São Paulo foi
retirado de pauta nesta terça-feira (25) e ainda não teve decisão final.

Anteriormente, foi divulgado o voto da relatora, desembargadora Tânia Ahualli, propondo a redução do afastamento cautelar de 90 para 60 dias. Caso o entendimento seja mantido pelo colegiado, Guilherme poderia retornar ao cargo no final de agosto.

No entanto, a decisão depende da conclusão do julgamento pela 6ª Câmara de Direito Público do TJ-SP.

Paralelamente,
Guilherme enfrenta um processo na Câmara Municipal de Ourinhos. A sessão de julgamento da Comissão Processante está marcada para 2 de setembro, às 14h, e poderá resultar na cassação do mandato. Para a perda do cargo, são necessários 10 votos entre os 15 vereadores.

Para Toshio Misato, independentemente do resultado dos processos, o mais importante neste momento é que a cidade tenha uma definição e consiga recuperar a estabilidade administrativa.
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